segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

FINALMENTE, EIS QUE A ANA CATARINA NOS ENVIA: O POEMA DO PEDRO!

Poesia IBDD


Eu sou o ato mais errado.
Sou a mão na consciência.
Eu sou o amigo mais irado, com alto “padrão” de eficiência.
Às vezes não vejo, não escuto e nem como você.
Mas sinto tanto quanto ou mais e no fim te faço entender.
Tô construindo o futuro, esquecendo o passado e vivendo o presente.
Não sou melhor nem pior, apenas diferente.
No tempo atual, ser diferente é normal.
Mas a real é que respeitar a diferença que é legal.



Um comentário:

  1. Mais um poema do Pedro, lindo, lindo, como ele


    Eu sou destino incerto, sou estrada, sou andarilho.
    Sou gente, sou deus, animal, ser humano, sou pai e filho.
    Sou o que eu vejo, o que tu vê, sou gota d'agua, estopim.
    Eu sou o pavio, sou a bomba, sou início, sou meio e fim.
    Eu sou a cor, sou o cinza, sou predicado e sujeito.
    Eu sou a cena do crime, sou testemunha e suspeito.
    Eu sou a luz, sou o escuro, sou criador, sou criatura.
    Sou a praga, sou a salvação, eu sou a doença e a cura.
    Sou o que foi feito, o que eu faço, sou o futuro do que eu fiz.
    Sou professor, sou aluno, perfeito eterno aprendiz.
    Sou cicatriz, sou ferida, sou mago, sou vida e morte.
    Sou um trevo, sou um duende, sou jogo de azar e sorte.
    Sou a órbita irregular, gira e volta que o mundo da.
    Os quatro elementos, sou terra, sou fogo, sou água e ar.
    Eu sou Alah, Krishna, Shiva, sou trevas e sou luz.
    Eu sou Budha, sou Lutero, sou Lúcifer e Jesus.


    Eu sou o que Freud não explica, o que Nostradamus previu.
    A descoberta do século que Einstein não descobriu.
    Sou um anjo de asa quebrada o cuja auréola caiu.
    Sou mundo inteiro, mistura, sou caboclo, sou Brasil.
    Sou tarde chuvosa de terça, metamorfose ambulante.
    Sou o agora, sou o depois, e tudo que eu já fui antes.
    Sou cachoeira, nascente, sou uma vida a brotar.
    Sou água que percorre o rio só pra poder ver o mar.
    Sou uma cantiga de roda, o sol nascendo no inverno.
    Sou capeta indo pro céu, um anjo queimando no inferno.
    Eu sou a cidade turbulenta, eu sou uma praia deserta.
    Eu sou a estrada pro abismo indo na direção certa.

    Pedro Pizziali

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