Poesia IBDD
Eu sou o ato mais errado.
Sou a mão na consciência.
Eu sou o amigo mais irado, com alto “padrão” de eficiência.
Às vezes não vejo, não escuto e nem como você.
Mas sinto tanto quanto ou mais e no fim te faço entender.
Tô construindo o futuro, esquecendo o passado e vivendo o presente.
Não sou melhor nem pior, apenas diferente.
No tempo atual, ser diferente é normal.
Mas a real é que respeitar a diferença que é legal.

Mais um poema do Pedro, lindo, lindo, como ele
ResponderExcluirEu sou destino incerto, sou estrada, sou andarilho.
Sou gente, sou deus, animal, ser humano, sou pai e filho.
Sou o que eu vejo, o que tu vê, sou gota d'agua, estopim.
Eu sou o pavio, sou a bomba, sou início, sou meio e fim.
Eu sou a cor, sou o cinza, sou predicado e sujeito.
Eu sou a cena do crime, sou testemunha e suspeito.
Eu sou a luz, sou o escuro, sou criador, sou criatura.
Sou a praga, sou a salvação, eu sou a doença e a cura.
Sou o que foi feito, o que eu faço, sou o futuro do que eu fiz.
Sou professor, sou aluno, perfeito eterno aprendiz.
Sou cicatriz, sou ferida, sou mago, sou vida e morte.
Sou um trevo, sou um duende, sou jogo de azar e sorte.
Sou a órbita irregular, gira e volta que o mundo da.
Os quatro elementos, sou terra, sou fogo, sou água e ar.
Eu sou Alah, Krishna, Shiva, sou trevas e sou luz.
Eu sou Budha, sou Lutero, sou Lúcifer e Jesus.
Eu sou o que Freud não explica, o que Nostradamus previu.
A descoberta do século que Einstein não descobriu.
Sou um anjo de asa quebrada o cuja auréola caiu.
Sou mundo inteiro, mistura, sou caboclo, sou Brasil.
Sou tarde chuvosa de terça, metamorfose ambulante.
Sou o agora, sou o depois, e tudo que eu já fui antes.
Sou cachoeira, nascente, sou uma vida a brotar.
Sou água que percorre o rio só pra poder ver o mar.
Sou uma cantiga de roda, o sol nascendo no inverno.
Sou capeta indo pro céu, um anjo queimando no inferno.
Eu sou a cidade turbulenta, eu sou uma praia deserta.
Eu sou a estrada pro abismo indo na direção certa.
Pedro Pizziali